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Filmes que Vi's Journal
 
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Below are the 20 most recent journal entries recorded in Filmes que Vi's LiveJournal:

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Thursday, September 26th, 2013
3:33 pm
[anjo_de_rapina]
Elysium, de Neil Blomkamp
Elysium

Outrora, o peso da censura obrigava a que os contos morais fossem vestidos como fantasias, para poderem ser contados livremente, troçando do opressor nas suas barbas e trazendo um pouco de catarse a quem não nascera em berço de ouro, capazes de estabelecer, nem que por um momento, o equilíbrio na estratificação social. Contudo, a massificação do entretenimento entupiu a peneira e anestesiou a plateia, vítima do efeito da banalização dos tópicos importantes, desvirtuados à custa da sua incontável repetição por gente que não entende nem sabe transmitir a mensagem, substituindo o espelho pelo estereótipo e perpetuando a estupidificação de um público de aviário, cada vez menos inquisitivo, reivindicativo e consciente do que o rodeia.

Elysium quase encaixa no conceito de fábula, porque todos os seus personagens são animais. Coloca os ricos tão alto e os pobres tão baixo que os primeiros vivem, literalmente, numa estação espacial, no limiar da atmosfera, com as suas mansões e piscinas mais perto das estrelas e os pobres em bairros de lata, condensando para o efeito visual imagens das favelas do Rio de Janeiro e dos guetos da África do Sul, de onde provém o realizador Neil Blomkamp, que já brincara com a mesma areia no seu filme de estreia, Distrito 9 (2009). Os ricos são maus, os pobres são bons, nada mais simples. Quando a insalubridade habitacional e a precariedade alimentar e laboral forçam os mais desgraçados a pagarem a piratas para os transportarem, em aeronaves coladas a cuspo, para o paraíso celeste, a comparação ingénua ruma aos cubanos que remam para Miami e aos mexicanos que correm para o Texas.

Como Jodie Foster se recusasse a engordar para imitar Ângela Merkel, à frente dos destinos da Alemanha e da União Europeia com a mesma estreiteza de ideias que a Dama de Ferro britânica, cortaram-lhe o cabelo à Christine Lagarde e ensinaram-lhe algumas frases em francês, que o FMI é tão ditatorial como qualquer país neonazi. Também com aspecto de neonazi, mas apenas para evitar infestações de piolhos, está Matt Damon, porta-estandarte do ex-criminoso reformado da vida de crime mas não da revolução industrial, a aparafusar robôs numa linha de montagem com a ameaça de despedimento sempre no canto do olho. A seguir ao bom e ao mau vem o vilão, um mercenário sem escrúpulos que funciona como braço armado do segundo, interpretado como um psicopata com meio cérebro a maior parte do tempo, mas subitamente capaz de ler e compreender uma incomensurável linha de código informático interceptada enquanto era transferida do cérebro de um rico para o de um pobre durante um sequestro, e ainda de intuir o plano do mau e desejá-lo para si, mas desistindo da megalomania em troca de uma reles vingança sem benefícios.

A acção só começa aos 40 minutos e é tão indigente quanto a história, os personagens e os constantes atropelos à lógica. No meio da confusão do guião e da incompetência da realização, ambos do mesmo irresponsável, quase se ignoram os sofríveis efeitos especiais à luz do depaupero generalizado. Da mesma forma que o planeta Terra parece ser um único gueto e todos os ricos do mundo cabem numa única estação espacial, a hierarquia na administração e na segurança são, no mínimo repreensíveis pela sua inoperacionalidade. Sabemos que há um Conselho e um Presidente, sendo a governação separada da execução, mas a Chefa de Segurança, a dada altura, parece ter autoridade para deter o Presidente (pois dá a ordem e é obedecida) e todos os seus empregados parecem cegos: se, sob a supervisão dela, três naves não autorizadas são abatidas no ar, há uma que, porque interessa ao catastrófico enredo, vem mais tarde a passar completamente despercebida aos radares e aterra incógnita, apesar de não ter nenhuma camuflagem que a torne indetectável. Três mercenários brutos semeiam o pânico na estação espacial, que parece não ter quaisquer mecanismos de defesa internos capazes de lhes oferecerem resistência (nem robôs, nem humanos).

Por todas as razões apresentadas, Elysium é um atentado à inteligência, e está ainda por mencionar que o protagonista foi alvo de um banho de radiação letal, sendo-lhe comunicado que só lhe restavam cinco dias de vida, porque os seus órgãos iriam falhar entretanto, mas mantém capacidade de raciocínio e coordenação motora, ignorando-se a potencial deterioração de coração, pulmões, rins, fígado, toxicidade no sangue, fragilidade dos ossos, etc. Como se isto não fosse ridículo o suficiente (e o facto de não se ter desfeito em papa ainda na câmara radioactiva fica por explicar), um pirata com curso superior de mecânico, sequestrador e cirurgião plástico aparafusa-lhe ao corpo uma estrutura de tubagens hidráulicas que funciona como armadura e não só as feridas dessa operação cicatrizam em poucas horas, como o encaixe não lhe trouxe dores. O absurdo chega na forma do seguinte pormenor: a armadura foi-lhe implantada sem lhe tirarem a roupa, isto é, por fora da T-shirt e das calças de ganga.

Com as filmagens a decorrerem na Cidade do México, o elenco inclui, para além dos norte-americanos Matt Damon, Jodie Foster e William Fichtner, o local Diego Luna e os brasileiros Wagner Moura e Alice Braga. Sharlto Copley veio com o realizador da África do Sul, de onde trouxeram o helicóptero futurista do vilão, pela aparente bandeira sul-africana e um camião com insígnias do extinto Apartheid.

Elysium 2013

http://axasteoque.blogspot.pt/2013/09/elysium-de-neil-blomkamp.html
3:31 pm
[anjo_de_rapina]
Depois da Terra, de M. Night Shyamalan
Como se faz um filme de luta pela sobrevivência com personagens que queremos ver mortos à primeira oportunidade? Will Smith desejou para si próprio a desgraça e esta abateu-se sobre ele sem dó nem piedade. Numa folha de papel, escreveu o resumo do programa televisivo que acabara de ver: Pai e filho têm um acidente de carro nas montanhas e o filho tem de enfrentar a natureza para ir buscar ajuda. Enviou o texto por pombo-correio a Gary Whitta (O Livro de Eli, 2010) e disse-lhe para situar a aventura no futuro. Ainda não tinha passado uma semana desde a estreia de O Último Airbender (2010) e, felicíssimo, anunciou a M. Night Shyamalan que a sua carreira ainda não estava tão na lama como poderia: em vez de um falso chinês careca, iria realizar um filme com um falso Karate Kid (2010) preto, mas com cabelo: o seu filho, que mais ninguém acha talentoso, mas o amor de pai move montanhas. As da lua, talvez, só que o filme foi filmado na Costa Rica.

Este acto de nepotismo, merecidamente, arrastou os três para o fundo. Os fãs de Will Smith torceram o nariz, Shyamalan já não tem nenhum e Jaden Smith nunca terá. Conclui-se que o primeiro não é peixe, o segundo não tem sexto sentido e o terceiro morre afogado. Uma história aborrecida, uma realização inepta e um herói que junta os adjectivos já seriam razões mais do que suficientes para inquinar a película, mas esta prima ainda por efeitos especiais abaixo do nível de mercado e cenários regateados de uma antiga produção da Cannon. Quanto à relação entre pai e filho, protagonistas do falhanço, nada exprime melhor laços afectivos como tratarem-se por “senhor” e “cadete”.

Para uma história tão básica, está cheia de pormenores inúteis. É veiculada toda uma maçadora construção do futuro, com as inevitáveis catástrofes naturais que transformaram a Terra inabitável e forçaram a fuga para outro planeta, que nesse planeta de destino tiveram de enfrentar extraterrestres e que estes engendraram criaturas assassinas cegas mas com faro para feromonas humanas, que há guerreiros que aprenderam as controlar as hormonas e por isso são invisíveis aos predadores e alcunhados de fantasmas. Bom, tudo isto para terminar em Pai e filho têm um acidente de aeronave nas montanhas e o filho tem de enfrentar a natureza para ir buscar ajuda. Era quanto bastava. Da mesma maneira que Alien (1979) e Pitch Black (1999) têm apenas uma nave que aterra num planeta estranho, sem explicações desnecessárias. Ao que parece, e passe a ironia, After Earth foi pensado como uma trilogia, com romances, bandas desenhadas e outros media a capitalizarem no seu sucesso.

Por fim, a espada de dois gumes … ninguém aprendeu que A Ameaça Fantasma (2001) foi um fiasco? O que nos leva a outros erros: os cintos de segurança da aeronave são lassos, as máscaras de oxigénio são trazidas em mão em situações de desastre iminente (em vez de estarem arrumadas onde qualquer passageiro possa chegar a elas, como mandam as regras da actualidade) e o sensor que é suposto monitorizar formas de vida em redor … é verdade que os cânones do suspense ditam que primeiro surja uma ameaça singular e só depois a tropa toda (assim ensinou Indiana Jones quando foi perseguido por índios e aprendeu Jack Sparrow quando foi perseguido por índios), mas que o sensor identifique apenas um babuíno, quando são para cima de uma dezena, é um pobre facilitismo (contudo, assim que são visíveis a olho nu, o sensor já os reconhece; há tecnologia que vale mesmo a pena). E, nunca é demais lembrá-lo, Jaden Smith é um pirralho mimado, irritante, lingrinhas, choramingas sem talento; quanto mais depressa os estúdios o perceberem, mais depressa deixam de perder dinheiro.

After Earth 2013

http://axasteoque.blogspot.pt/2013/09/depois-da-terra-de-m-night-shyamalan.html
Sunday, March 18th, 2012
7:33 pm
[anjo_de_rapina]
a aldrabice da matemática dos direitos de autor


copyright math é um logro tão grande como as estatísticas nos artigos das revistas de moda..
Wednesday, December 7th, 2011
5:58 pm
[anjo_de_rapina]
Warwick Davies: I compare myself to Martin Luther King, because I too have a dream. That dwarves will one day be considered people like anyone else. You say it's not the same, because dwarves haven't been enslave from centuries, but have you ever seen a black man shot from a cannon?


5:57 pm
[anjo_de_rapina]
George Lucas usou esta câmara como podia ter usado outra qualquer. Porque não leiloar as cuecas que ele usou no dia em que fez o casting para a Princesa Leia? Talvez tenham ADN do realizador e comprovem a razão da escolha de Carrie Fisher.

in REVISTA PREMIERE

Câmara de «Star Wars» leiloada por 625 mil dólares

A câmara de 35 MM Panavision PSR que George Lucas utilizou para filmar a fotografia principal de «Star Wars: Episódio IV - A Guerra das Estrelas» (1977) foi arrecadada num leilão, durante este fim-de-semana , pela módica quantia de 625 mil dólares. A câmara estava devidamente restaurada e em perfeitas condições de trabalho.


5:55 pm
[anjo_de_rapina]
5:54 pm
[anjo_de_rapina]
Saturday, November 5th, 2011
10:23 pm
[anjo_de_rapina]
10:22 pm
[anjo_de_rapina]
10:21 pm
[anjo_de_rapina]
10:18 pm
[anjo_de_rapina]
Tuesday, September 6th, 2011
11:18 am
[anjo_de_rapina]


e há ainda um giant shark versus crocossaurus e um sharktopus. ainda que as histórias e a realização sejam antecipaelmente más, não posso deixar de gostar dos efeitos especiais minimamente aceitáveis e as mortes mais originais. é a criança que há em mim que ainda se fascina com estas coisas
Thursday, June 23rd, 2011
12:11 pm
[anjo_de_rapina]
Wednesday, June 15th, 2011
2:21 pm
[anjo_de_rapina]
2:16 pm
[anjo_de_rapina]
voyeur filme multiversão
Vi dois dos multifilmes. Uma curiosidade: para que as imagens possam ser reutilizadas nas diferentes histórias, os personagens nunca falam para a câmara, apenas em off. Boa fotografia, ideia conceptualmente interessante, paciência é requisito.




http://www.multifilme.com/

http://agenda.dgartes.pt/eventDetails.php?month=1&year=2011&day=25&categoryID=15&eventID=46320&lang=pt
Wednesday, June 1st, 2011
9:43 pm
[anjo_de_rapina]

Monday, May 16th, 2011
11:48 pm
[anjo_de_rapina]
Fora da Box - Os Gatos da Meo


Quatro energúmenos convencidos a fazerem publicidade descarada, monótona e contínua a todos os produtos da Meo que já vêm na brochura e a troçarem de forma boçal e sem originalidade dos seus colaboradores, como se fossem alguma coisa de especial. Dão mau nome aos clássicos Gatos Fedorentos e afirmam-se como um subproduto de aluguer, quatro mercenários da piada fácil e já vista. Tirando o sketch do milhafre, o que sobrou?

Quantas vezes é possível ouvir que a Meo tem a melhor fibra de Portugal sem vomitar? Fora da Box vai testar o seu estômago. E para quê tanta publicidade à Meo, num programa transmitido por um canal exclusivo? Não é suposto quem vê o programa já saber as características do produto que contratou?
De maneira mais discreta, ouve-se que a Meo está no lar de um milhão de portugueses. Vendo bem, um décimo do mercado audiovisual caseiro não parece grande coisa…

Os Gatos Fedorentos afirmam estar fora da box, mas isto não quer dizer que pensam fora da box. Apenas que, fora da box, estão completamente à nora. Pela amostra, o tal melhor anúncio da Europa que ficou em suspenso para o próximo episódio, não deixa a menor expectativa.
Saturday, May 14th, 2011
7:32 pm
[anjo_de_rapina]


Gwyneth Paltrow, antes da estreia de Shakesperare In Love, avisou o avô de que, na unwrapping scene, mostrava o peito, porque não queria que ele ficasse chocado ou zangado com ela. O avô respondeu-lhe:

- Ah I've seen them before. Two eggs, sunny side up.
3:09 pm
[anjo_de_rapina]


- Who are you?
- I’m the accountant.
- Is that supposed to mean anything to me?
- It will if I add you to the books.
Wednesday, March 16th, 2011
8:06 pm
[anjo_de_rapina]
joke
Diane Keaton: Last week, I had to use the words rectum and moist in the same sentence.
Harrison Ford: First dates can be tricky.

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